Azlin Guerra Brisola

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34*Água que brilha na areiaNa beira do marSol da manhãQue clareia oMeu caminharBrancas as ondasQue quebramE ao Todo se integramEu sobre a pedraMe sentoE me sinto poetaQuero que o marMe ensine a cantarCantigas escritas a mãoCom o suór do solE o frescor da água friaE louvar a praiaTemplo de curaE calmaria

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35*Cidade maravilhosaDemasiada mafiosaQue impulsiona a guerra quenteE co-manda o vazamento vermelhoDe sangue, medo, ganância e terrorGerando na gente um certo torporDiante do horrorRio de choro e chorumeTem por costume festejarA vida para contrabalançar a morteTal como um desfile de carnavalQue tem num bicheiro, o avalQue disfarça em alegoria realA lei sempre alémDo bem e do malÉ nesta mesma cidadeQue escolhi viverE que me acolheuCom sua música, morrosE me abraça com a matae o oceano AtlânticosQue ressoam tão quânticosE onde aprendo que a VidaÉ feita de guerra e pazE no fundo vivo a inventar um faz de contaPara dar conta de tanta contradição

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36*ÚteroCasa primordialque irriga e alimentao ser sementeCom líquido e placentaCorpoAbrigo de orgãos,Vísceras, líquidosEmoções, pensamentosO ser em botãoCaverna protegeo ser selvagemOcaAgrega oSer tribalCasa grandee senzalaQuando o serSe perde no terCasebre chopanaCabana barracoFavela mansãoSobradoPrédioEdifícioQuando o serSe fragmentaquer o céuE perde o chão
37Casa no campoCasa de praiaCasa na árvoreCasa na cidadeCasaPlanetaTerra

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