Ana Dilah

Poemas da antologia, organizados na página para preservar a leitura original.

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IMERSA

28IMERSAseres estranhos, os poetas, espalhados pela cidade curiosos infantes desbravam memórias descobrem a história puxam o cobertor em dias de frio. fez frio veio da chuva meteórica em rota vertiginosa fugi, me escondi subi o 117 Bispo poetas vivem dá escassez às vezes do amor muitos mútuos morriforam dias de escassez de sentimentos os bons não tem vezMIX de centrífugaS sensações
29não podia, não devia, tampouco queriatão pouco tão pouco mas sonhei poesiamas? MAIS MAIS MAIS sobrou foi poesia poetas são colo casa caminho de abrigo para tempos difíceis sonham embalados por memóriasontem fiz sete anos e minha mamãe não veio me cobrir já tenho cobertor.— QUER ?

NADA PASSOU, NEM PASSARINHO

30NADA PASSOU, NEM PASSARINHO quando criança brincava de Três Mariasvulgo pedrinhasrogo DEVOLVE-LHE A INFÂNCIA na terra batida, de pés descalços brincava de amarelinha não existiam os paralelepípedos lhe desenhando mosaicos em mais de 50 tons de cinzasubindo lentamente pelas paredesemparedado vivo morre hoje um pouco todos os dias.

O PALAVRADO E O TEMPO

Poema visual O palavrado e o tempo, de Ana Dilah, reproduzido como imagem da página original.
O palavrado e o tempo

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