A GANÂNCIA E A NATUREZA
uma vez eu vi uma tartaruga marinha que depois de um longo dia voltou e deitou-se sobre seu grande trono de rochas e corais e bocejou gostoso satisfeita depois disso alguma coisa mudou em mim
uma vez eu vi uma tartaruga marinha que depois de um longo dia voltou e deitou-se sobre seu grande trono de rochas e corais e bocejou gostoso satisfeita depois disso alguma coisa mudou em mim
queimo as cartas de amor para manter as chamas da mente e você num sono profundo sonha com minha morte iminente desapareço no inverno no verão a chuva prepara suas facas memórias falham eterno corpos e profecias falsas recebo todas as flores do bem e do mal e as uso de escudo a serpente e o surdo-mudo permanecem no paraíso, afinal fecho os olhos sujos de lama sobre a terra que lágrimas derrama do antes e depois , nada ganhei a vida inteira também nada foi perdido flutuo em minha caixa de madeira no oceano de poemas nunca escritos.
o cabelo diamante negro os dentes tortos na boca entortada de prazer seu jeans azul cintura alta você disse que era carioca da casca ; disse duas vezes porque achou que eu não tinha escutado e tocou aquela música que você sabia a letra e eu também e cantamos era um filme em preto e branco e ficamos presos... presos no elevador presos um no outro você me aprisionou e falava e falava e falava até durante o sono e o cabelo antes ia até a cintura agora só vai até os ombros onde foi parar essa parte de você? seus olhos como vulcões olhos de magma olhos de cristo e cristais e como cristo debaixo da terra por 3 dias você me puxou de longe de costas pra mim de frente pra mim o silêncio o s i l ê n c i o o s i l ê n c i o e todas as suas flores mortas no chão. 48 48
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