POESIA 23
50POESIA 23Seguindo o mestre Drummondlembramos o poeta da montaria não repetidae tendo resvalado nas alturas dos setentapassou horas ouvindo o canto do cisne...cisne que era ele mesmoEis que prendeu-se o poeta nos seios da mulher...Os bicos pulavam na boca do poetaSaíram dali no formato de poemas e perasnos deleitosos solavancos de um novo amorA égua solta pela cama escoiceava o peito amadoPobre poetaA libido insaciada ganha vultoEnreda-se no corpo feminoA mulher destinada fica longe,cruel, ri da procura do poetapoeta desnorteadoa mulher cobiçada sonha longeEla se diz desejosa e que arde na sombraimpede o poeta das práticas amorosas, libidinais,frustrado poeta em anseios de gozo e o desejo vorazCertamente ela ri e se afasta mais e mais,relembra histórias antigas;o sexo na teoria é masturbação literáriaeclode em lembranças do primeiro dia no teatrobeijos e buscas na escuridãoescondidos num porão habitado por deusesos animalanjos se procuram nas trevasenquanto os amantes se beijam e copulame a musa vem nua de lingerie vermelhaurge o gozo
51enquanto o poeta está de costas- Será que ela foge? Desaparece como borbulhas no ar?A feiticeira do bardo dá lugar a mais abraçosdesejos explosivos e a busca por uma carteiraonde confortavelmente abre as pernas,mostra a caverna espumosa e recebe o faloentre gemidos e bafios e hálito febrilOs gemidos se expandem e excitamDominam ares como brasas saborosasrepetidas dias além sob a cunilíngua intensaonde o poeta se desdobra sobre a vulva ardenteLilith Preta contorce e cita delícias e faz caríciasLilith reage num êxtase multidourado de graçasFragrâncias agridoce evolam pelo palcoenquanto o ato sagrado dissolve a alma do casalO palco é limite do universo fantásticoonde o coito se mistura aos sons de rua e de vozesDurante a pequena morte Lilith pousa suas mãosque dançam quadrilha com as mãos do poetae pousa suas pernas morenassobre as coxas do poetaConversam os dois como namorados que sãoé a paz após a selvagem luta dos corpos amantesdepois, a mão do poeta se move mágica e afetuosaainda deseja o desejo e suaviza o toquepasseando sobre o clitóris da súcubo que deleita-sesob a calcinha leve e tênue passa o dedo e a mãodepois adentra a mesma calça e toca o greloque parece pular e se mexer umidificadoo poeta se torna íncubo
52procura o receptáculo oracular do ventre da musaestimula excita pede morde-lhe o pescoçoe a mesma Lilith Preta puxa-o pela mãopara o camarimonde se amam com ardor no escuro da saletaÉ onde ela pede uma foda mais potente e forteNum primeiro momento a vulva recebe a língua do poetaEm outro momentoo Lingam se lambuza da babao falo recebe a boca da musa que o lambuza de saliva...gozam!A Yoni inquieta e desejando agradar,de quatro recebe o cetro possível do poeta que gozanuma foda escaldante e repetidadentro do corpo tesudo da mulher intensadificilmente o poeta sairá com vidaapós dominado por esta súcubo