Rafael Reis

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PEDRA DO SER

116PEDRA DO SERCaí em mimSolidezRetidão, chão frio que decideSuperfície tesa, friaMinha rocha internaMeu medo consolidadoHei eu de tirar águaHei eu de achar leiteToda matéria é, no fundo, integradaCaí em mimSolidezRetidão, chão frio pedregoso

SOBRE O ESPAÇO CINZA

117SOBRE O ESPAÇO CINZANa urbe, conurbeComute a SiEncontre luz nos quadradosNos concretos, nos farpadosFaça sinapseCimente o céuNa urbe, conurbeEncontre-se e reflitaDiga a si na estradaQue luz é essa?Onde verdadeiramente EU estou?

CANTORIA

118CANTORIAO mar cantaToda a terra se exaltaVejo meu céu azulSemi-prantoO mundo respira lentoA natureza não acompanha o passo humanoSegue limpa, inalterada, um folículoO mar canta; o humano escuta?Toda a terra verde se exalta, se retraiMeu céu azul pranteia, fica cinzaComo nós em abril, em outonoO mar canta odes ao mundo feliz escondido

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